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28/05/2010

Trecho do Correio da Paz

...Gestos simples podem mudar a rotina de todos nós, mas esses devem ser práticas diárias, evitando os conflitos a cada dia. É fundamental entendermos, portanto, o quanto é necessário nos mobilizarmos pela vida fraterna e como fazê-lo.
Certamente a ação fraterna e a solução de conflitos não são fáceis nem simples. A criação de comunidades fraternas como propõe a CNBB por meio da Campanha da Fraternidade, ação ecumênica que engloba boas ações e influencia o mundo, hoje marcado por tanta violência e tantas injustiças revela-se um caminho para o amor ao próximo.
Encaminhamos esta mensagem, pois entendemos que o Senhor, como líder a serviço da sociedade, modelo e referência para os jovens, deve, como nós, refletir sobre as ações, projetos e propostas e priorizar aqueles que promovam práticas em que o outro seja visto como um irmão.
Sonhamos com a mobilização dos políticos em prol de ações que favoreçam a Fraternidade e a Paz e, para concretizá-lo, necessitamos de sua ajuda.
Isabella Pires da Silva
Isabella Piza Esposito
José Lucas Bastos Teneiro
(alunos do Colégio Franciscano Stella Maris)

Profª Célia Armani
Profª Alessandra Antunes

05/05/2010

Mulher , a face materna de Deus




É tempo de celebrar . Tempo de bem- dizer, abençoar.

Benditas as mulheres, as mães e avós que dia após dia, vivendo com amorosa coragem e, constituem um espetáculo tão novo, tão significativo ,que motiva e entusiasma a outros.

Benditas as mães atentas e afáveis, que com graciosa presteza se debruçam sobre pequenos e frágeis corpos e mentes, abrindo-lhes os primeiros segredos do universo e iluminando os cantos recônditos do conhecimento.
Mestras carinhosas e pacientes, vão conduzindo sem pressa seus filhos e netos pela estrada luminosa da razão e do amor.

Benditas todas as mães que bendizem com sua vida, o respeito a toda forma de vida, reencantando o nosso olhar , o sentir e o admirar.
Benditas as mães que usam com alvoroço inquieto e alegre a língua e os lábios que Deus lhes deu.
Assim rezam, assim cantam, assim louvam, assim adoram. Assim enchem a casa, o templo e o ouvido alheio com palavras inspiradas e inspiradoras, provocando fé, reverência e admiração ante a grandeza do Mistério.

Benditas mulheres que se comunicam e falam. E falando com a boca, deixam falar o coração.
E a boca transborda daquilo que o coração está cheio.

Benditas as mães cujas mãos ostentam delicadeza e suavidade. Mas ao mesmo tempo força e trabalho. Benditas mãos femininas que acalentam, ninam, trocam fraldas, fazem e dão comida. E ao mesmo tempo escrevem, digitam, apertam botões. Curam, carregam, constroem, plantam.

Louvemos a Deus por sua mais bela invenção: a mulher e sua apoteose, a mãe.

Agradeçamos àquele que por amor decidiu, na plenitude dos tempos, ser enviado ao mundo, nascido de mulher. Mulher simples e sábia , Maria de Nazaré , que guardava tudo em seu coração.
Tão amada por Deus que permanece em nossos corações e mentes , como mãe também nossa , a face materna de Deus.

Adaptação do texto “Bem - dizer a Mulher” Maria Clara Bingemer por Célia Armani
Homenagem da equipe do Blog Dom da Paz á todas as mulheres e mães

18/01/2010

Zilda Arns - "Quem olha e vê, sai de si "



A ÚLTIMA PREGAÇÃO
Escombros da Igreja Sacré Coeur de Tugeau, em cuja casa paroquial Zilda Arns proferiu uma palestra antes de morrer



Fundadora da Pastoral da Criança, a médica Zilda Arns dedicou a existência a minorar o sofrimento dos despossuídos e a evitar o desperdício da vida. Até o último minuto.
Nos anos 80, por sugestão de dom Paulo, a pediatra e sanitarista aceitou formular um projeto para disseminar o uso do recém-criado soro caseiro, aproveitando a imensa influência da Igreja Católica entre os pobres, e com isso combater o flagelo da mortalidade infantil. Assim nasceu a Pastoral da Criança, um projeto tão singelo na sua concepção quanto na execução. Consistia em identificar, nas paróquias e comunidades católicas, lideranças que treinariam voluntárias para ensinar mães pobres a adotar o soro. Essa e outras medidas igualmente simples ajudariam a evitar que seus filhos morressem de diarreia, desidratação, contaminação e outros males fáceis de vencer com quase nada de dinheiro e um pouco de informação. O local escolhido para iniciar o trabalho foi a pequena Florestópolis, no Paraná. Lá, a mortalidade infantil era tão alta que, no único cemitério existente, o número de cruzes de tamanho pequeno, que sinalizavam os túmulos de crianças, superava em muito o de cruzes grandes. Depois do trabalho da Pastoral, a taxa de mortalidade baixou de 127 óbitos em cada 1 000 crianças nascidas vivas para 28. A partir daí, o programa foi sendo exponencialmente replicado até alcançar 72% do território nacional, além de vinte países na América Latina, África e Ásia.

Ao longo dos 25 anos em que esteve à frente da Pastoral da Criança, Zilda Arns visitou os cantos mais remotos do Brasil. Aterrissou em um sem-fim de aeroportos, fez travessias em barcos precários e sacolejou de ônibus por estradas que eram mais buraco do que chão. Seus olhinhos azuis sempre radiantes se acostumaram a ver a pobreza extrema e seu corpo forte se habituou à contenção e à precariedade:


" Amar é acolher, amar é compreender ,
amar é fazer o outro crescer"
Zilda Arns


Zilda Arns tinha 75 anos, um terço dos quais consagrados aos despossuídos e à tarefa de celebrar o caráter sagrado da vida – o que ela fez em cada uma das infinitas vezes em que ajudou a evitarseu desperdício.

Com gestos miúdos, persistência de formiga e fé colossal, construiu uma epopeia silenciosa que mudou a face do Brasil e o destino de milhões de pessoas.



Texto adaptado Revista VEJA - Edição 2148 / 20 de janeiro de 2010


Profª Célia Armani